quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Apresentação

Camila Freitas, 27 anos, mãe, atualmente atua como recepcionista, casada, diagnosticada recentemente como borderline.
Ainda não descobri se tenho uma função nesse mundo, o que tenho cada vez mais sentido é que não. Não me considero uma pessoa feliz, não me imagino num futuro, meu plano era cometer suicídio aos 23, falhei. Falhei orgulhosamente porque aos 23 anos eu me tornei mãe, eu me tornei mãe da criança mais linda desse universo. Quem me faz levantar cedo e e ir trabalhar, quem me faz tomar meus remédios, quem não me deixa desanimar.
Manter-se forte não é uma tarefa fácil, conciliando tudo que me aconteceu depois da maternidade, casamento, e tudo que aconteceu...enfim.
Eu tinha um hábito antigamente que era escrever, nunca mais o fiz, por falta de tempo, por falta de criatividade, por falta de disposição, e excesso de insegurança.
Hoje em dia, o suicídio não é uma coisa que passa na minha cabeça, pelo menos, não constantemente, afinal, eu tenho um motivo, e é SÓ por esse motivo que me mantenho viva. Talvez, depois que meu filho seja independente, esteja bem, e entenda o que a mãe dele sente, talvez ai sim.
Porque se fosse só por mim, a vida teria acabo, na verdade, já acabou, eu não tenho auto estima, eu não tenho prazer em estar viva, isso machuca, isso me faz sentir uma verdadeira inútil. Afinal, eu não faço nada, absolutamente nada direito, eu sou feia, minha cara lembra um sapo, hoje em dia por causa dos remédios e da ansiedade, eu estou MUITO gorda, eu só penso em comida. Então, vendo só pelo meu lado, eu já teria abandonado essa vida, mas enquanto meu filho depender de mim, viva eu estarei.

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